sexta-feira, 3 de maio de 2013

Será que dá pra entender a mensagem ou é preciso desenhar? Budistas e Católicos SÃO CONTRA O ABORTO!!!


Diálogo Inter-religioso: Vaticano escreve aos budistas e apela à união em torno da defesa da vida

Conselho Pontifício publica mensagem para a festividade do Vesakh

D.R. | Bento XVI e monge budista (imagem de arquivo)
Cidade do Vaticano, 02 mai 2013 (Ecclesia) – A Santa Sé enviou hoje uma mensagem aos budistas de todo o mundo, por ocasião da sua principal festividade, o Vesakh/Hanamatsuri, apelando à união dos crentes em volta da “profunda reverência pela vida”.
“Apesar dos nobres ensinamentos sobre a santidade da vida humana, o mal sob as suas várias formas contribui para a desumanização da pessoa ao mitigar o sentido de humanidade nos indivíduos e nas comunidades”, refere o texto do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, sediado no Vaticano.
O presidente do organismo, cardeal Jean-Louis Tauran, diz que esta “situação trágica” desafia católicos e budistas a “unir as mãos para desmascarar as ameaças à vida humana” e “acordar a consciência ética” dos fiéis.
“É urgente que budistas e cristãos criem um clima de paz para amar, defender e promover a vida humana, com base no património genuíno das nossas tradições religiosas”, realça.
O documento destaca o respeito da Igreja Católica pelas “nobres tradições religiosas” dos budistas e a “consonância” com os valores que expressam, como “o respeito pela vida, a contemplação, o silêncio, a simplicidade”.
A mensagem deseja um “renascimento espiritual e moral” da sociedade para que haja “verdadeiros construtores da paz que amem, defendam e promovam a vida humana em todas as suas dimensões”.
A celebração do Vesakh assinala os principais acontecimentos da vida de Buda e é celebrada em várias datas: 17 de maio na Coreia do Sul, China, Hong Kong e Macau; 24 de maio no Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Singapura, Birmânia, Camboja, Laos; 25 de maio na Índia, Nepal e Indonésia.
O presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso deixa votos de que esta festa anual promova o “diálogo amigável e a colaboração próxima” entre católicos e budistas.
“Continuemos a colaborar com uma renovada compaixão e fraternidade para aliviar os sofrimentos da família humana, acolhendo a sacralidade da vida humana”

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mulheres na Sangha

P. Arya, li no livro "Buda", de Karen Armstrong, que inicialmente o Buda não permitiu mulheres na sanga, mas que depois mudou de idéia, passando a admití-las. Essa informação procede? Se o Buda era um ser iluminado, como poderia "mudar de idéia"? Iluminação não implica em perfeição?

R. Sim essa informação procede. Buda, assim como a maioria dos ascetas, via a vida de um monge como excessivamente dura para as mulheres. Daí o sentido das escrituras budistas dizerem que a mulher precisa renascer homem para atingir a Iluminação.
A primeira monja budista foi a tia de Buda, a quem sua mãe havia confiado a sua criação antes de morrer, Mahaprajapati.
Ser Iluminado é perceber a essência de todos os fenômenos, ou seja, é a percepção direta da vacuidade e a superação dos grilhões para a Iluminação. Não tem nada a ver com não mudar de idéia ou com quaisquer outras contingências de ordem comum. Aliás, um dos princípios budistas é exatamente o da impermanência daquilo que é condicionado. A essência do Dharma não muda, porque é incondicionada, ou seja, o próprio Dharmakaya. Já os elementos não essenciais mudam, posto que são condicionados.

Dúvida sobre as vestes budistas

P. Mestre Dharmananda,

No Budismo Chinês, os monges usam uma roupa cuja gola é cheia de costuras e linhas. Há algum significado nisso? De onde veio esse tipo de costura exótica?

R. Olá,

Imagino que você esteja se referindo a isso:


Pode-se observar que a gola tem três retângulos irregulares. Esses retângulos representam as Três Jóias do Budismo, ou seja, Buda, Dharma e Sangha.
As "linhas" são, na verdade 53 fios costurados à gola e fazem referência à história de Sudhana (善財童子/Shan-cai-tong-zi), o peregrino que viajou em busca de 53 mestres do Dharma em sua busca pela Iluminação. Esta história é contada no Sutra Avatamsaka, no capítulo "Entrando no Reino do Dharma"(大方廣佛華嚴經入法界品-da-fang-guang-fo-hua-yan-jing-ru-fa-jie-pin).


É isso que você apóia quando apóia o aborto.

Será que Buda aprovaria isso? Será que há alguma justificativa moral nos sutras e no cânone para que alguém que se diz "budista" e cheio de "compaixão" faça isso?
É claro que não há. Só há as invencionices, o "achismo" indecente, a falta de vergonha na cara e a desfaçatez "moderninha".
A hipocrisia, a falsidade, a imoralidade e a insânia de quem se diz discípulo de Buda e aprova o assassínio de inocentes é infinita. 
Em vez dos "budistas" se unirem em torno daquilo que o Buda ensinou, e NÃO MATAR foi a primeira das normas de conduta que ele ensinou,  se unem para apoiar TUDO O QUE NÃO PRESTA, tudo o que conduz à destruição da família, da moralidade e da boa ordem. Quem  se diz budista e apóia o aborto é como o verme que rói o corpo do leão, conforme o ensinamento do Sutra Mahayana da Rede de Brahma.










É a essa monstruosidade que vocês chamam de "Direito da mulher"?


domingo, 28 de abril de 2013

Condições de ordenação

P. Prezado Arya,

Quais são as condições para a ordenação monástica no Budismo?

R. No HINAYANA:

É preciso ter 20 anos completos e ter sido ordenado previamente como noviço.

São ABSOLUTAMENTE PROIBIDOS pelo Vinaya de ser ordenados monges aqueles que estão nas seguintes categorias:

1- Homossexuais
2-Hermafroditas

Depois aqueles que cometeram algum dos seguintes atos:

1-Aqueles que mataram um Arahant
2-Aqueles que feriram ou assaltaram monjas
3-Aqueles que foram falsamente ordenados antes
4-Aqueles que tendo sido ordenados previamente mudaram de religião e agora desejam ser ordenados novamente
5-Aqueles que tendo sido ordenados previamente, mas quebraram os dez grandes preceitos e foram expulsos da Sangha
6-Aqueles que causaram cisma na comunidade monástica
7-Aqueles que feriram um Buda

NÃO SÃO ADEQUADOS para a ordenação, MAS NÃO SÃO PROIBIDOS:

1- Aqueles que sofrem de lepra, de sarampo, de rubéola, de doenças de pele causadas por fungos, de pústulas, que sofrem de doenças pulmonares ou de garganta.
2-Aqueles que perderam membros (amputados)
3-Aqueles que sofrem de deformidades no esqueleto
4-Aqueles que sofrem de algum tipo de retardo mental, são cegos ou surdos
5-Aqueles que sofrem de fraqueza debilitante
6-Aqueles que têm restrições prévias como não ter consentimento dos pais ou dos guardiões legais, ou em razão de decreto real
7-Aqueles que têm dívidas prévias
8-Aqueles que são sentenciados por um crime
9-Aqueles que são notórios por ações errôneas e atos condenáveis

SÃO ELEGÍVEIS, MAS AINDA NÃO ESTÃO PRONTOS:

1-Aqueles que não têm um preceptor monástico
2-Aqueles que não têm uma tigela de esmolas
3-Aqueles que não têm as vestes açafrão (vestes monásticas)
4-Aqueles que não têm os itens prévios
5-Aqueles que pegam emprestado uma tigela de esmolas
6-Aqueles que pegam emprestado as vestes açafrão (vestes monásticas)
7-Aqueles que pegam emprestado ambos os itens anteriores

(Cf. Explanações sobre o Vinaya de Phrabhavanaviriyakhun [Phra Phadet Dattajeevo], Bangkok, Tailândia, 2004)


No MAHAYANA:

São ABSOLUTAMENTE PROIBIDOS DE RECEBER OS VOTOS:

1-Quem derramar o sangue de um Buda
2-Quem matar um arhat
3-Quem matar o próprio pai
4-Quem matar a própria mãe
5-Quem assassinar um Mestre do Dharma
6-Quem assassinar um Mestre dos Preceitos
7-Quem causar cisão na Sangha

(Cf. Mahayana Brahmajala Sutra, 40º Preceito)

Além dessas proibições, no caso da Tradição Tiantai, há as proibições para que o monge frequente certos tipos de pessoas (o que, obviamente, torna impossível qualquer ordenação). Essas pessoas só poderiam se aproximar da Sangha se mudassem completamente sua conduta. São elas:

1-Chandalas (Pessoas sem casta)
2-Lutadores profissionais
3-Açougueiros e vendedores de animais para o abate
4-Atores e bailarinos de espetáculos vulgares.
5-Pessoas envolvidas com jogatina
6-Seguidores do Hinayana
7-Mulheres desacompanhadas dos tutores legais
8- Os cinco tipos de homens que não são homens:

a) Aqueles que não têm o órgão sexual desde o nascimento
b)Aqueles que tiveram o órgão sexual amputado (eunucos)
c)Aqueles que ao verem o sexo oposto, sentem inveja do mesmo e não conseguem consumar o ato (homossexuais)
d)Aqueles que, sendo homens, se transformam em mulheres (travestis, transformistas etc.)
e)Aqueles que numa metade do mês são homens e na outra metade são mulheres (bissexuais)

(Cf. Sutra do Lótus do Correto Dharma, Cap.XIII, K.276-277)

Essa classificação está na tradução chinesa do Sutra do Lótus de Kumarajiva. O texto sânscrito traz a palavra "pandaka", ou seja, homossexual masculino efeminado. Kumarajiva explicou o sentido da palavra de acordo com a exegese budista clássica em sua tradução clássica 大乘妙法蓮華經。

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Os Bodhisattvas no Sutra do Lótus


Atendendo à solicitação de um amigo: 

"Prezado Reverendo.

Com certeza há um tema que me atrai muito, já escrevi algo a respeito, mas meus conhecimentos ainda são insuficientes para escrever com exatidão e embasamento sobre isto: "O significado dos capítulos dos bodhisattvas do Sutra do Lótus". Pois cada figura dos bodhisattvas representa um paramita ou alguma virtude e caminho para obtenção da iluminação."


Cada um dos Bodhisattvas que aparece no Sutra do Lótus representa virtudes e potencialidades latentes em todos nós.
Muita gente acredita que esses Bodhisattvas são seres semelhantes a anjos cristãos ou a espíritos que vivem em outras dimensões. Na verdade, porém, cada um de nós tem a capacidade para se tornar um ou vários Bodhisattvas que são enunciados e nomeados nos textos do Sutra do Lótus.
Quando os Bodhisattvas surgem da terra, isso representa todos aqueles seres que tomam o Sutra do Lótus como seu guia de conduta e de prática. Apesar de não serem apoiados por nenhuma linhagem material (tendo em vista que estas linhagens foram extintas há muitos séculos), se guiam pelo Dharma, assim como o Buda nos ensinou em seu último sermão, ou seja, que quem segue o Dharma, segue o Buda e quem vê o Dharma, vê o Buda.
Os nomes dos Bodhisattvas nos dão boas pistas sobre as virtudes simbolizadas por eles. Alguns nomes precisam de uma atenção maior em relação ao simbolismo envolvido.

1. Manjushri – Aquele Que É Possuidor de Beleza, Doçura e Esplendor
Chinês: Wên-shu-shih-li
Tibetano:Hjam-dpal
Japonês: Monjushiri
2.Avalokiteshvara- O Senhor Que é Contemplado (reverenciado pelos outros)
Chinês: Kuan-shi-yin
Tibetano: Spyan-ras-gzigs-dban-phyug: “Senhor Que Observa Com Visão Penetrante.
Japonês: Kanzeon
3.Mahasthamaprapta - Aquele Que Ganhou Um Grande Poder
Chinês: Dashizhi
Tibetano:Mthu-chen-thob
Japonês: Tokudaisei/Dai Seishi
4.Sarvarthanaman: Aquele Cujo Nome é “Benefício de Todos”.
Chinês: -
Tibetano: Don-thams-cad-ces-bya-ba
Japonês:-
5.Nityodyukta- Sempre Enérgico
Chinês: Ch’ang-ching-chin
Tibetano:Rtag-tu-brtson
Japonês: Joshojin
6.Anikshiptadhura – Aquele Que Não Rejeita o Fardo
Chinês: Pu-hsiu-hsi
Tibetano: Brtson-pa-mi-gton-ba
Japonês: Fukusoku
7. Ratnapani – Mão de Jóia
Chinês: Pao-chang
Tibetano:Lag-na-rin-chen
Japonês: Hoshô
8.Bhaishajyaraja – Rei dos Remédios
Chinês: Yao-wang
Tibetano:Sman-gyi-rgyal-po
Japonês: Yakuô
9.Bhaishajyasamudgata- Excelente nos Remédios
Chinês: -
Tibetano: Sman-yan-dag-‘phags
Japonês: -
10.Vyuharaja – Rei da Magnificência
Chinês: -
Tibetano: Bkod-pa’i-rgyal-po
Japonês:-
11.Pradanashura- O Herói das Doações
Chinês: Yung-shih
Tibetano: Rab-tu-sbyin-dpa
Japonês:Yuze
12.Ratnacandra- Lua de Jóias
Chinês: Pao-yüeh
Tibetano:Dpa’-rin-chen-zla-ba
Japonês:Hôgachi
13. Ratnaprabha- Brilho das Jóias
Chinês: Yüeh-kuang
Tibetano:Dpa’-rin-chen-‘od
Japonês: Gakkô
14.Purnacandra-Lua Cheia
Chinês:Man-yüeh
Tibetano: Dpa’-zla-gan
Japonês: Mangachi
15.Mahavikramin- O De Grande Heroísmo
Chinês: Ta-pi
Tibetano:Gnon-pa-chen-po
Japonês:Dairiki
16. Anantavikramin- O De Ilimitado Heroísmo
Chinês: Wu-liang-li
Tibetano:Mtha’-yas-gnon
Japonês:Muryôriki
17.Trailokyavikramin- Aquele Que Possui Heroísmo Nos Três Mundos
Chinês: Yüeh-san-chiai
Tibetano:Hjig-rten-gsum-gnon
Japonês:Ossangai
18.Mahapratibhana - Aquele De Grande Eloqüência
Chinês: -
Tibetano: Spobs-pa-chen-po
Japonês: -
19. Satatasamitabhiyukta – O Sempre Continuamente Diligente
Chinês: -
Tibetano: Rtag-par-rgyun-tu-brtson
Japonês: -
20. Dharanimdhara – Sustentador da Terra
Chinês:-
Tibetano: Sa-‘dsin
Japonês:-
21.Akshayamati- Aquele Cuja Existência Não É Exaurida
Chinês: -
Tibetano: Blo-gros-mi-zad-pa
Japonês:-
22.Padmashri- Beleza do Lótus/Glória do Lótus
Chinês:-
Tibetano: Pad-ma’i-dpial
Japonês: -
23. Nakshatraraja- Rei das Constelações
Chinês:-
Tibetano: Skar-ma’i-rgyal-po
Japonês:-
24. Maitreya – Benevolente
Chinês: Mi-lo
Tibetano: Byams-pa
Japonês: Miroku
25. Simha- Leão
Chinês: -
Tibetano: Sems-dpa
Japonês: -

sábado, 13 de abril de 2013

Essencial a todos os cidadãos de bem!

Por favor, assistam esse vídeo e o repassem a todos que puderem.
Trata-se de uma explicação simples, objetiva e real do que acontece hoje em nosso país.
Quem puder divulgar em blogs ou em redes sociais, por favor, faça-o!


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Respeito à liberdade de manifestação religiosa?

Será que eu teria meu direito de religioso budista assegurado se quisesse dar uma passeada com essa camiseta pelas ruas?

Trata-se da invocação do nome do Buda Amitabha dentro da Suástica, símbolo sagrado para o Budismo. Se eu fosse impedido de usar, seria claro desrespeito à liberdade de culto e de crença, além de vilipêndio a símbolo religioso. Se eu fosse agredido por quem quer que fosse, seria ato de intolerância religiosa e de agressão por motivo de crença ou convicção religiosa. É duro viver entre pessoas ignorantes e tendenciosas!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vale muito à pena ouvir!

Comentários interessantes


Transcrevo o comentário do senhor Enéias Ramos Corrêa sobre o texto do Professor Clodomiro na Folha de Londrina "Os limites de Feliciano"

Caro Professor Dr. Clodomiro Banwart, sempre gosto de ler seus textos porque admiro sua clareza e brilhantismo.
Também li esse “Os limites de Feliciano” e aprecio sua percepção da importância da democracia e do respeito pelas liberdades de todos.
Apenas gostaria de fazer uma mínima observação. O senhor escreveu que “Nas últimas semanas, porém, multiplicaram as manifestações pelo País que pedem a imediata renúncia do parlamentar”.
Se alguém que não conhecesse o calor dos debates, e todos os interesses em jogo, lesse essa frase, pensaria que todos querem Feliciano fora, e que ninguém o apoia. Eu e a minha casa apoiamos Feliciano. Uma rápida olhada nas redes sociais permitirá ver que um grande número de pessoas apoia Feliciano. Mas esse número a favor de Feliciano não é mostrado.
O número dos que apoiam Feliciano não é mostrado porque boa parte da mídia já tem posição firmada. Basta ver o que foi dito no Jornal Nacional sobre Feliciano. Basta ver a capa da Revista Isto É, como seu eu não fosse Brasil. Essa mesma parcela da TV calou sobre o “Fora Renan”.
É também oportuno lembrar que o Site de petições AVAAZ.org acatou uma petição pela saída de Feliciano. Então outro grupo hospedou aí uma petição pela permanência do deputado, mas quando as assinaturas já ultrapassavam 50.000, o Site a removeu, ficando claro que não é um site de petição popular ou uma plataforma democrática e sim outra ferramenta aliada do grupo que tem interesse na saída de Marco Feliciano.
Por isso, minha manifestação. Há um grupo que quer a saída de Feliciano, mas há outro que quer a sua permanência. Eu estou no segundo grupo.
Apesar de, neste assunto, estarmos em posições diferentes, renovo minha estima e admiração pelo senhor, caro professor Clodomiro Banwart.

Kanbutsu-ê

Ontem, domingo, celebramos a festa de nascimento do Buda Shakyamuni.
Mais do que um rito em que se banha uma imagem, deve ser a lembrança dos ensinamentos do Buda.
Não adianta fazer festa, banhar a estátua do Buda Infante, falar de paz, sorrisinhos e mensagens alegres se desprezarmos os ensinamentos contidos nos sutras.
Fazer da data apenas um circo de hippies, onde todo tipo de coisa contrária à moralidade budista é aceita, não passa de um sacrilégio sorridente.
Que o Buda e seu Dharma nasçam a cada dia dentro de nós!


A militância gayzista como manifestação da ideologia burguesa



A ideologia burguesa pode ser identificada por características bastante particulares e evidentes que são:
- A posição social é dada pela quantidade de dinheiro e a sociedade é dividida em classes, ou seja, indivíduos completamente diferentes e com funções até opostas são agregados em um mesmo estamento social se têm a mesma quantidade de dinheiro.
- A sociedade não é mais ordenada de acordo com as funções e suas respectivas relevâncias na ordem social, mas sim de acordo com seu impacto midiático e com sua relevância econômica. Celebridade não é quem seja célebre por seus atos nobres e grandiosos, mas sim quem aparece mais na mídia.
-O consumo  é o indicativo  supremo de bem estar e de desenvolvimento
-A busca de benefícios individuais que tragam conforto, status e a maior liberdade possível de ação, sem nenhum tipo de limitação de ordem moral ou superior, é identificada como a “busca da felicidade”.
-O desprezo pela tradição dos povos, ou seja, os costumes transmitidos através das gerações e embasados em uma moralidade ancestral objetiva são abandonados e substituídos por leis artificiais que beneficiam aos grupos envolvidos na elaboração de tais leis.
-Quaisquer idéias metafísicas ou de cunho transcendental são abandonadas para a satisfação imediata de uma materialidade grosseira, dos desejos dos indivíduos ou de uma determinada coletividade.
-As decisões são tomadas não de acordo com uma racionalidade objetiva ou com critérios claros de análise. São tomadas de acordo com o interesse de grupos que consigam manipular adequadamente as massas e, com isso, pressionem adequadamente aqueles que anseiam por votos para se perpetuarem no poder.
Comparemos esses pontos com os pontos centrais da militância gayzista :
-Os gayzistas ganham importância social por terem se organizado em uma nova classe, classe essa que reivindica direitos superiores aos já garantidos legalmente a todos os cidadãos, independentemente de sua orientação sexual ou gênero. À medida que essa classe cresce e que os seus membros se tornam economicamente relevantes, sua importância social aumenta e pressiona mais e mais as diversas forças presentes no contexto nacional. Não há nenhuma preocupação efetiva com as funções desempenhadas por essas pessoas. O que importa é que são consumidores e, algumas delas, com alto poder de consumo. Esses consumidores querem liberdade total e irrestrita para expressarem seus apetites sexuais e, para isso querem novas leis que os beneficiem como classe separada que são...
- Entre eles há discriminação. Quanto mais rico um gayzista mais “glamour” ele tem, mais “poderoso” ele é e mais apto às demonstrações bizarras de posse caracterizadas pelas roupas chamativas, pelos carros, pela freqüência a casas noturnas progressivamente mais caras, ao patrocínio financeiro à causa e a uma vida hedonista dedicada ao prazer, à ostentação e aos excessos. O gayzista pobre é denominado, entre os outros gayzistas, de “bichinha pão com ovo”.
-As ditas “celebridades” do mundo gay são sempre ligadas ao impacto midiático, ao status financeiro ou à fama no meio gayzista. Os artistas são sempre muito requisitados em prol da militância gayzista justamente por que, na mentalidade geral deles, toda a relevância social de um indivíduo está estreitamente ligada à sua capacidade de aparecer.
- Toda a ideologia é voltada para o bem do indivíduo gayzista e de sua orientação sexual. O sexo homossexual e sua prática é o centro e a razão de tudo. Junto com o sexo devem vir todos os benefícios e direitos, todas as liberdades (inimagináveis a outros não abençoados com a tendência homossexual) e todo o poder. Quem não concorda com 100% das idéias é “homofóbico”, assim como para os radicais da Revolução Francesa do “Período do Terror” (revolução eminentemente burguesa) quem ousasse pensar minimamente diferente merecia a guilhotina.
-Todos os indivíduos que, por uma questão de consciência ou de foro íntimo, resolverem se manifestar contrariamente às decisões do movimento gayzista, devem ser atacados, pulverizados e massacrados moralmente. Nenhuma idéia religiosa ou moral pode resistir ao gayzismo. Nem os textos sagrados, nem a moral familiar, nem a educação de um indivíduo, nem as opiniões particulares, nem os dogmas filosóficos, nem as crenças...Nada, absolutamente nada, pode ser poupado na marcha em benefício dos gayzistas. O sexo homossexual, seus atos, seus trejeitos, seus costumes, suas gírias e tudo o que gravita em torno dele no mundo gayzista, são o pináculo sacral de um mundo que nada mais tem de sagrado.
-As decisões são tomadas em consonância com aquilo que é mais confortável, benéfico e prazeroso para os gayzistas. A sociedade como um todo não é colocada na balança das decisões. Os gayzistas estão fechados ao diálogo e à argumentação. Qualquer argumentação contrária é “discurso de ódio” e deve ser suprimida de qualquer maneira (gritos, pedradas, ataques, escândalos etc.). Tudo deve ser instrumentalizado em benefício dos próceres do movimento.
O que mais chama atenção em tudo isso é ver indivíduos que se dizem anti-burgueses tomando parte nesse verdadeiro festival de idéias burguesas e hedonistas...Lamentável.

sábado, 6 de abril de 2013

Crueldade contra os bovinos

Repasso devido à importância do assunto:


Crueldade com bois na Índia, em ritual muçulmano. Um país de imensa maioria de vegetarianos, em que vacas e bois são sagrados.
Uma associação indiana nos pede para assinarmos e divulgarmos esta petição, pedindo que o governo decrete que bovinos sejam patrimônio nacional, como são os elefantes, o que lhes dará o direito à proteção: 

>> PETIÇÃO / PETITION - http://www.change.org/petitions/justice-for-oxen-protect-them-from-slaughtering-in-india-naresh-kadyan

Justice for oxen : Protect them from slaughtering in India - Naresh Kadyan

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Bancada Evangélica: Uma análise abrangente do confronto atual.


I. Introdução

Um amigo virtual me sugeriu para escrever algo sobre este tema que, no momento, divide a opinião pública brasileira e causa verdadeiro frisson entre  setores organizados da sociedade.
Acho importante refletir sobre o assunto de maneira verdadeiramente budista: distanciado das paixões, das febres e das emoções doentias que agitam as mentes destreinadas das pessoas vulgares (prthagjna/puthujjana).
Minha análise partirá basicamente da moralidade budista (com a indicação adequada das fontes), de informações sobre as próprias igrejas pentecostais e neo-pentecostais e do meu próprio pensamento político.

II. As igrejas e suas idéias

A dita “bancada evangélica” é constituída de parlamentares oriundos de várias igrejas pentecostais e neo-pentecostais. Essas igrejas, diferentemente do chamado protestantismo histórico, têm como ponto principal de prática  uma emotividade exacerbada caracterizada por manifestações físicas de êxtase, alegria e entusiasmo. Tais manifestações são consideradas oriundas da ação do Espírito Santo, terceira pessoa da trindade cristã que, no relato dos “Atos dos Apóstolos”, teria descido dos céus e iluminado a mente dos apóstolos de Jesus, que estavam reunidos no cenáculo e que, após tal evento, ganharam a capacidade de pregar em línguas estrangeiras desconhecidas por eles (mas conhecidas por diversos estrangeiros que estavam na região).
Os neo-pentecostais parecem desconhecer o fato de que as línguas “estranhas” faladas pelos apóstolos após o evento chamado de “Pentecostes”, não eram línguas “de anjos” ou línguas inexistentes na Terra, mas sim línguas existentes, faladas por outros povos que, estando ali, podiam compreender o que os apóstolos pregavam em suas próprias línguas natais.
O pentecostalismo, em geral, crê que é possível repetir essa “descida” do Espírito Santo a cada culto e, para atingir tal objetivo, utiliza-se de músicas, orações fervorosas, movimentos corporais, pregações emotivas, representação histriônica etc.
O neo-pentecostalismo incorpora também outro elemento diferente do pentecostalismo: A “teologia” da prosperidade.
A “teologia” da prosperidade é um fenômeno bastante mesclado ao capitalismo , ao liberalismo e ao neo-liberalismo. De acordo com essa visão, a situação financeira de um indivíduo está diretamente relacionada à sua saúde espiritual. Sendo assim, em um raciocínio simplista, sua  capacidade de consumo e seu patrimônio crescem à medida que ele agrada ao deus cristão e que cumpre as ordens desse deus de acordo com a interpretação das lideranças de sua igreja.
Dentro da teologia protestante clássica, o indivíduo só é salvo pela graça divina, ou seja, não são suas ações ou seus méritos que vão garantir a salvação, mas, tão somente sua fé e seu testemunho (de fé) em Jesus Cristo.
Para o protestantismo clássico, a busca de “salvação” através dos atos meritórios é uma forma de presunção satânica. A moralidade protestante é tão somente uma demonstração de obediência aos mandamentos bíblicos, mas não garante a salvação de ninguém.
Dentro da visão calvinista, por exemplo, a própria fé manifestada por um indivíduo é sinal de predestinação. Ou seja, tem fé quem é predestinado a ser salvo. O homem é , segundo essa visão, completamente dependente da graça salvífica divina e, portanto, incapaz de promover a própria salvação.
Ainda que a ética do protestantismo clássico, com seu forte individualismo e sua tese do “somente a fé”, tenha muitas conexões com o nascimento do capitalismo, ela nada , ou quase nada, tem a ver com o neo-pentecostalismo e a dita “teologia da prosperidade”.
A mentalidade protestante tradicional é bastante austera em termos econômicos e tende a uma modéstia que se tornou proverbial com o puritanismo ou as comunidades fechadas ao estilo Amish e Mennonita.
No caso do neo-pentecostalismo, a ostentação de riqueza, de bem estar material, de posses, de ofertas vultosas para a igreja etc., são vistos como sinais incontroversos de favor divino.
Os neo-pentecostais não explicam a causa de Jesus Cristo ter nascido em uma manjedoura e não em um palácio, não explicam a razão pela qual os apóstolos viveram perseguidos, pobres e acabaram martirizados, não explicam a pobreza e a dificuldade das primeiras comunidades cristãs e a elegia que os escritores cristãos dos primeiros séculos fazem da pobreza como uma graça divina e como um sinal de predileção divina. Tudo isso é simplesmente ignorado e umas poucas passagens bíblicas sobre “riquezas”(sempre tomadas no sentido material) são  suficientes para que seja estabelecido o culto do luxo, da ostentação e das posses materiais. O fato de existirem notórios ateus e libertinos milionários e saudáveis também é convenientemente ignorado.
A pregação insistente em relação ao dízimo, completamente descontextualizado, é outra característica dessas igrejas. Quando os líderes são questionados a respeito disso, insistem que é “bíblico”, mas não dão muita importância ao fato de que é uma lei específica, referente ao Templo de Jerusalém e aos hebreus e , portanto, só válida para o referido templo, para essas pessoas e enquanto  aquele existisse...Outras leis específicas do Templo de Jerusalém, como os sacrifícios (korbanot), os turnos dos sacerdotes (cohanim), a abstenção total de álcool dos mesmos sacerdotes para que pudessem oficiar e dar as bênçãos no Templo em seus turnos, e que se inserem na mesma categoria da lei referente ao dízimo (que determinava que se trouxessem as sementes e os produtos para a ‘Casa do Tesouro’, local específico em forma de depósito para armazenar o dízimo no Templo de Jerusalém) são simplesmente ignoradas.
Tendo tudo isso em vista, não é difícil entender que as igrejas pentecostais e neo-pentecostais têm uma doutrina bastante confusa, com uma fundamentação teórica bastante frágil e que conseguem seu efetivo de fiéis com base em uma relação de comércio espiritual, ou seja, com a idéia de que as graças e os favores divinos, voltados exclusivamente ao bem estar pessoal, material e sentimental podem ser obtidos com as contribuições financeiras para as igrejas, com a obediência às lideranças e com a adesão ao tipo de culto emotivo preconizado por essas igrejas. No final de tudo, o grande objetivo é ter vivido uma vida confortável e eufórica para, depois da morte, continuar essa mesma vida no “Céu”.

III. Parlamentares oriundos das igrejas em foco

Tendo em vista o forte apelo popular da pregação das igrejas pentecostais e neo-pentecostais, não é difícil imaginar que o afluxo de pessoas para essas denominações é realmente enorme.
O popular, indivíduo de escassa ou nenhuma erudição, premido por necessidades reais e fabricadas por uma sociedade cada vez mais consumista e ostentatória, carente de ideologias profundas e com uma visão anímica, emotiva e empírica da realidade, sente-se rapidamente atraído por uma pregação que lhe promete tudo o que sempre quis, que lhe excita as emoções e que lhe proporciona um senso de pertencimento imediato, retirando-o do progressivo isolamento social em que se encontra. Com tal fórmula, as igrejas pentecostais e neo-pentecostais conseguem um crescimento rápido, avassalador, atingindo cifras de milhões de fiéis em poucos anos de existência.
O crescimento rápido faz com que as igrejas tenham possibilidade de investir ainda mais em propaganda. O mais eficaz meio de se atingir a população alvo, a TV, faz com que a expansão das igrejas em pequenas cidades ou em locais mais distantes das matrizes se dê como um rastilho de pólvora.
Tomando esses dados que expus acima e considerando que todos esses fiéis são também eleitores, não exige grande esforço intelectual concluir que, para postular benefícios para suas próprias instituições e para angariar maior poderio social através de leis e de cargos eletivos (que os transformam em autoridades do Estado), os líderes dessas igrejas invistam em eleger como vereadores, deputados e senadores, a figuras de sua confiança e que partilhem de suas idéias e convicções. Quanto maior o número de fiéis eleitores, maior o número de fiéis eleitos. Quanto maior o número de fiéis eleitos com pontos ideológicos comuns, maior a possibilidade de formação de alianças...Em outras palavras, maior a formação de bancadas.

IV. Motivações

Como já afirmei, a fundamentação ideológica dessas igrejas é bastante frágil e, portanto, é comum que se notem profundas diferenças entre elas.
Por outro lado, tendo em vista a necessidade de ampliarem seus tentáculos em nível nacional, é importante que se estabeleçam metas comuns às diversas igrejas, não tanto como afirmações ideológicas sinceras, mas como demonstração inequívoca de poder e de representatividade das massas eleitoras. Dessa forma, torna-se compreensível, por exemplo, a adesão da Igreja Universal do Reino de Deus, que se dizia favorável ao aborto, às metas propostas pelo consenso da bancada evangélica. Também se torna compreensível que um pastor que se diz radicalmente contra o aborto, Silas Malafaia, tenha apoiado à mesma Igreja Universal por ocasião de um de seus maiores confrontos com a Rede Globo de televisão e que, hoje, o mesmo Silas Malafaia, grave mensagens em favor de Valdomiro Santiago, inimigo visceral da Igreja Universal que o acusa de trabalhar a mando de demônios.
Não é difícil encontrar as profundas diferenças existentes entre as igrejas. Mas, tais diferenças, são rapidamente superadas quando se trata de organizar um bloco estratégico que demonstre poder, prestígio e que se justifique ideologicamente (e biblicamente) diante do eleitorado evangélico sedento de ver no poder de suas lideranças um sinal de aprovação divina.

V. Ideologia de quem?

Há uma tendência midiática em se colocar alguns pontos como reivindicações dos evangélicos ou da bancada evangélica. Atualmente os pontos “chave”, gravados pela mídia como “evangélicos”, são o aborto e o casamento gay.
A mídia, afeita à polarização simplista e generalista, precisa de dois adversários colocados em campos opostos que, como os antigos gladiadores, façam a delícia da massa de espectadores que, de forma desindividualizada, como torcedores de futebol, optem por um ou outro lado de forma fanática, sem grandes e profundas reflexões, reflexões estas, para as quais, aliás, está completamente despreparada.
De um lado temos os representantes dos movimentos gays e feministas, do outro os evangélicos. Cada um brande suas próprias armas e gritos de guerra, como se todo o resto da sociedade não passasse de platéia apta, no máximo, a tomar para si um dos times e aceitar tudo aquilo que as lideranças do tal time lhe ditar.
Além de evangélicos, gays e feministas, existem outras pessoas no Brasil, apesar de serem sistematicamente desprezadas pela grande mídia.
Não são só os evangélicos que são contrários ao aborto. Católicos romanos, cristãos ortodoxos, cristãos coptas, cristãos siríacos, cristãos armênios, muçulmanos sunitas, muçulmanos xiitas, judeus de várias vertentes, espíritas kardecistas, umbandistas,  hindus, membros da Seichô-No-Iê e de várias novas religiões japonesas, membros de diversas religiões chinesas e nós, budistas, também são contra o aborto. Será que toda essa parcela da sociedade não conta?
É curioso como se pinta a imagem do “pastor homofóbico e desrespeitador da liberdade da mulher” e , ao mesmo tempo, a do Papa Francisco como bonzinho, tolerante e humilde. Ora, o Papa Francisco I, assim como toda a Igreja Católica Apostólica Romana, é radicalmente contra o aborto e contra o casamento gay. Os patriarcas das Igrejas Ortodoxas Orientais também são. O Papa Copta de Alexandria também é. O Katholikos (patriarca armênio) também é. Os diversos muftis e imames do Islam também são. As maiores ordens budistas da Ásia também são. Aliás, recentemente, os budistas de Taiwan lançaram uma campanha maciça contra o aborto, expondo cartazes chocantes de fetos abortados com a pergunta “Liberdade de Escolha?”
Em diversos países de maioria budista, homossexuais não podem ser ordenados plenamente como monges. Há uma proibição explícita no Vinaya em relação à ordenação completa de homossexuais e, em algumas Ordens budistas chinesas, há a proibição adicional dos monges conversarem ou terem amizade com homossexuais efeminados (baseado no Sutra do Lótus , capítulo XIII, K.277). Nagarjuna (no “Suhrillekha”- “Carta a um amigo” em português) classifica o sexo homossexual como “conduta sexual ilícita” e essa era a posição das Ordens mais conservadoras até bem pouco tempo atrás e ainda é de acordo com algumas interpretações. Se aqui no Ocidente se convencionou um pseudo-budismo “light”, não é honesto dizer que em todo lugar do mundo é assim ou que isso é “o Budismo” ou que o “budismo” é o que você quiser, um tipo de gelatina sem forma que cada um forma e deforma como bem entende...
Todas essas pessoas não aprovam o aborto, não aprovam a militância indecente e despudorada dos gayzistas (apesar da maioria respeitar o indivíduo homossexual, mesmo não concordando com a ideologia de gênero ou a sexo-militância).
A imensa maioria dos cidadãos brasileiros é contrária à adoção de crianças por casais gays. A imensa maioria dos cidadãos brasileiros é contrária ao casamento gay. A imensa maioria dos cidadãos brasileiros vê o aborto como um crime. Essa imensa maioria está no interior dos Estados, no sertão, nas zonas rurais, em locais isolados e até esquecidos pelo “mainstream” chique dos artistas tropicalistas e subversivos, dos “alternativos” e das universidades de “filósofos” etílicos...
Ande-se pelas roças, pelas fazendas, pelos sítios, pelo sertão e indague-se sobre o que esse povo conservador pensa sobre tudo isso...Pergunte-se ao peregrino de Juazeiro do Norte, castigado pelo sol, romeiro do Padre Cícero Romão Batista, que ainda lava a honra com o punhal, o que ele pensa das opiniões “modernas” e “liberais” dos gayzistas e das feministas.
O que será que o povo dos interiores do Brasil, que participa das longas procissões de sexta-feira santa, com tochas no meio da noite, pensa das opiniões do deputado Jean Willys? Será que eles já ouviram falar dele? Será que sabem quem é Marcos Feliciano ou o que é “Comissão de Direitos Humanos”?
Quando há a visita de um papa católico , será que as multidões que lotam as praças e as avenidas, consideram ao papa um “homofóbico” contrário à liberdade da mulher? O que será que essas multidões pensam das ativistas da FEMEN a arrancar a roupa dentro de igrejas, a xingar o papa e a derrubar cruzes com a motosserra? Será que aprovam? Me parece bem pouco provável...
A verdade é que essa parte da população é desprezada e não tem voz. Se cria, através da mídia, uma falsa impressão de que só os evangélicos são contrários ao aborto e ao casamento gay, e de que é “feio” pensar diferente  do Caetano Veloso, da Preta Gil e da recém-gay Daniela Mercury. Pensar diferente deles é assumir, automaticamente, a posição “dos evangélicos”. Isso é uma tática para inibir as pessoas a tomarem qualquer posição contrária ao campo favorecido pela mídia não-evangélica.
Tendo considerado tudo isso, cabe ressaltar que grande parte das bandeiras tidas como próprias da “bancada evangélica” , em verdade, não o são. São instrumentalizadas pela bancada evangélica e, conseqüentemente , rotuladas assim pelos gayzistas e abortistas para inibir maiores apoios por parte da população não-evangélica.

VI. Conclusão

É preciso que as pessoas conscientes e com capacidade de reflexão fiquem atentas às manipulações ideológicas promovidas pelos grandes grupos.
Por um lado, os grupos evangélicos politizados querem instrumentalizar e se apropriar de idéias que, na verdade, pertencem a praticamente todas as grandes tradições religiosas do mundo e , com isso, aumentar sua influência e poder. Por outro lado, o “mainstream” gayzista e abortista, portador de uma ideologia destrutiva e maligna, tenta classificar como criminosa, irracional, retrógrada e “evangélica” toda resistência aos seus próprios interesses, afastando assim do debate grande parte da população brasileira, que não se identifica como evangélica e nem como criminosa, irracional ou retrógrada.
O Brasil não precisa nem de evangelismo barato, nem de gayzismo abortista...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Contraprestação institucional e a mentalidade brasileira atual


O brasileiro atual tem alguns hábitos psicológicos bastante arraigados. Entre esses, está o temor constante de ser enganado e de ser feito de bobo.
A maioria dos brasileiros se sente "malandra" e crê que é difícil que alguém consiga enganá-la.
A figura do "otário" e o esforço para não pertencer a essa categoria, faz com que seja uma regra se "amalandrar" e ver tudo com o pé atrás. Além disso, dentro das prioridades, o egoísmo e o pensamento focado em relações ao estilo "toma-lá-dá-cá", faz com que se estabeleça o pensamento de levar vantagem em tudo, ainda que pequena ou insignificante.
Sendo assim, o brasileiro médio não doa, só compra.
As igrejas neo-pentecostais não vivem de doações, vivem de vendas.
Grande parte das igrejas neo-pentecostais vive de vender favores divinos. Faça um "voto" com o "Senhor", faça uma "promessa", faça um "desafio" e receba 100 x mais. Ou seja, leve vantagem. Pague pouco em relação ao que você está comprando...
Existem muitas outras formas de se comprar favores "espirituais".
Pagar pela realização de cerimônias, pagar por ensinamentos pretensamente dhármicos, pagar por iniciações...Tudo isso se insere na relação "pague e receba".
Por outro lado, esse mesmo indivíduo, com sua suposta esperteza, quando não vê o "produto" que está "comprando", não dá nada e cobra muito.
Ele vai ao templo, escuta sobre o Dharma, queima incenso, usa o banheiro, toma água, chá, café, bolachas, usa a luz elétrica, suja o chão com o sapato, senta a bunda na almofada, usa os instrumentos deixados no templo à disposição dos praticantes e usa o bem mais precioso que que existe: o tempo.
O monge está à disposição dele. Ou seja, deixa de fazer outras coisas, deixa de atender às próprias necessidades, deixa de cuidar de si mesmo para dar atenção àquele indivíduo. O monge também responde às dúvidas, que demandam tempo de estudo e investimento (em livros e pesquisas), o atende se ele solicita algo e assim por diante.
Tudo isso, para o "esperto" não é nada. Ele não vê nenhuma razão ou motivo para contribuir de alguma maneira com a instituição que frequenta. Afinal de contas, ele não está comprando nenhuma benção mas "só" usando as coisas que já estão lá mesmo. E o monge, ah, esse deve ser "desapegado" dos bens materiais e viver acostumado a passar dificuldades. Todo mundo que trabalha merece um salário, menos o monge. Esse deve trabalhar de graça e sempre com a maior boa vontade e sem horário de expediente.
Em outras palavras, há uma mentalidade de se tornar um sanguessuga, alguém que suga informações, utiliza um espaço, utiliza o tempo das pessoas, desgasta materiais, come, bebe, usa água e, em contra-prestação, não dá nada. Nada. Nem serviço, nem dedicação, nem dinheiro. Simplesmente nada.
Eu conheci pessoas que freqüentaram nosso templo por mais de um ano sem nunca darem um único centavo. Elas sempre vinham cheias de perguntas, de sugestões e de idéias para "dar certo", mas nunca escreveram uma linha em benefício da instituição, nunca imprimiram um aviso em prol da instituição e nunca depositaram uma moeda na caixa de doações.
Outros me "alugavam" depois das cerimônias por horas a fio. Pediam explicações e queriam compreender o Budismo em um único dia. Frequentavam, falavam, palpitavam e mais nada.
Felizmente, o próprio ambiente as excluiu.
Elas morriam de medo de serem "enganadas" e, como "remédio", adotaram a política sanguessuga achando que ninguém percebia.
Até hoje recebo e-mails cheios de sugestões e de "lições" sobre como as coisas deveriam ser. São pessoas muito bem intencionadas que não entendem nada sobre funcionamento de uma instituição religiosa, que nunca administraram nem uma quitanda e que leram alguns livros sobre Budismo. Elas querem me ensinar como eu devo gerir meu templo, meu blog, meus textos e minhas palavras para que "dê certo". Doações? Nenhuma. Ofertas para trabalhar no que seja preciso? Também nenhuma. Cobranças e sugestões? Inúmeras.
Esses, em geral, são os que planejam tudo e nunca realizam nada. Já existiam no tempo de Sêneca, que dizia deles: "Magna promisisti, exigua video" ("Prometestes grandes coisas; vejo pequenas").
Há também os que não tendo nada para fazer me enviam e-mails com xingamentos, ataques bocós, sarrinhos próprios de debilóides etc. Adoram criticar e falar contra mas, fazer alguma coisa, nada fazem além de tentar importunar.
Felizmente, com o tempo, vamos aprendendo que pessoas realmente sérias estão sempre dispostas a dar sua contra-prestação para com a instituição que as recebe.
Hoje, posso dizer que todos os que estão em nossa instituição dão sua parte, seja em doações ou seja em trabalho, em prol do nosso funcionamento.
Nesse caso, somos uma honrosa exceção à regra do "mercado religioso". Só aceitamos entre nós quem está disposto a retribuir à instituição aquilo que recebe dela. Não vendemos bençãos mas só aceitamos pessoas comprometidas de verdade.